Publicado em 06/01/2010 por Christian Garcia
Assembléia Setorial de Música
O Fórum dos Músicos do Rio de Janeiro, a Rede Rio Música e as Casas Associadas, conjuntamente com os demais entes envolvidos na II Conferência Nacional de Cultura e a Rede Música Brasil, pelo presente, CONVOCAM todos os profissionais que atuam na denominada cadeia produtiva da música no Estado do Rio de Janeiro, observando as regras adotadas pelo Ministério da Cultura(MINC) através da Portaria n. 04, de 03 de dezembro de 2009 e suas posteriores alterações, para participarem, no próximo dia 12 de janeiro de 2010, na Escola Municipal Calouste Gulbenkian, das 16:00 às 20:00 horas, da Assembléia Setorial de Música.
Na oportunidade serão eleitos 03 (três) representantes do Estado para atuação na Pré-Conferência Setorial de Música que será realizada até 28 de fevereiro/2010, cujo cronograma será oportunamente disponibilizado pelo MINC.
Importante observar que para participar na condição de candidato a delegado, deverá o interessado fazer o registro de sua candidatura em formulário próprio disponibilizado no site do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC www.cultura.gov.br/cnpc
Assembléia Setorial de Música do Estado do Rio de Janeiro:
Data: 12 de janeiro de 2010.
Horário: das 16h às 20h
Local: Escola Municipal Calouste Gulbenkian
Endereço: Rua Prof. Clementino Fraga, s/nº – Centro – Rio de Janeiro (atrás do Terreirão do Samba).
Informações:
- Funarte
21 22798109 (Gabriela Góes – gabrielasagoes@gmail.com)
www.funarte.gov.br
- Rede Rio Música
21 25684113, 21 94886525 (Gustavo Leão – gustavolls@gmail.com)
http://rederiomusica.blogspot.com
Casas Associadas (Léo Feijó) – Associação Brasileira das Casas de Shows Independentes
Tel: (21) 2579-6736
http://casas-associadas.blogspot.com
e-mail: atendimento@casadamatriz.com.br
- Fórum dos Músicos do Rio de Janeiro (Flavio Oliveira)
- Rede Musica Brasil
http://culturadigital.br/redemusicabr/entidades-do-rede-musica-brasil/
Publicado em 12/08/2009 por Everton Rodrigues
Fonte: http://www.oteatromagico.mus.br/novo/notices/view/243
Nesta edição, a Feira carrega como um dos temas centrais: “Música, tecnologia e ambientes da Web”, e, por isso, o movimento Música para Baixar estará em Fortaleza para participar desse importante evento que ocorrerá de 19 a 22 de agosto.
No dia 19 de agosto (quarta-feira), das 10h às 12h – no centro de negócios do SEBRAE, Av. Monsenhor Tabosa, 777 – Praia de Iracema, acontecerá o Grupo de Trabalho Música para Baixar. A oficina consiste em apresentar o Movimento Música Para Baixar (MPB), seus objetivos, propostas e metodologia.
O MPB está em construção e nasce da necessidade de envolver economicamente mais grupos culturais desse país, não com a lógica do mercado excludente, mas com uma nova relação na criação, produção e uso da música, apontando para os conceitos e práticas da economia solidária. Atualmente, há uma grande demanda de diferentes agentes culturais no sentido da geração de renda a partir daquilo que criam. Necessidade, também, de rever a prática do “jabá” nos veículos de comunicação, o que corrompe e atrapalha o desenvolvimento de manifestações culturais em nosso país.
Também será parte da oficina problematizar sobre a atual legislação autoral, o papel das entidades representativas dos diversos agentes culturais e sua relação com as novas tecnologias.
Animarão o GT os (as) artivistas e articuladores (as) do MPB, Jaqueline Fernandes (Brasília), comunicadora e produtora cultural; Gustavo Anitelli (São Paulo), sociólogo e produtor executivo da trupe O Teatro Mágico; Juca Culatra (Belém), músico e diretor executivo do Casarão Cultural Floresta Sonora, e Everton Rodrigues (Porto Alegre), educador popular, técnico e consultor em tecnologias livres.
No dia 20 de agosto (quinta-feira), às 18h acontece o painel “Conferência Nacional de Comunicação, Direito e Cidadania na Era Digital”, onde o MPB será representado por Leoni, cantor e compositor. Estarão no debate Marcelo Inácio, jornalista e coordenador da Agência Abraço de Comunicação e Daniel Fonseca, jornalista e representante do INTERVOZES e da Comissão Pró-Conferência do Ceará (CPC-CE). O local será o Centro de Negócios do SEBRAE – Av. Monsenhor Tabosa, 777.
Além disso, todos (as) os (as) representantes do MPB estarão presentes nas reuniões e debates, articulando pela realização de um encontro nacional da música, defendendo que o direito autoral seja efetivamente uma das pautas prioritárias para o próximo período, e que na conferência nacional da comunicação e da cultura possamos aprofundar mais ainda o debate dessas questões.
Também será tarefa da representação do MPB levar a discussão sobre os perigos das propostas de projetos de controle da Internet, que atacam a interatividade e diminuem a liberdade de comunicação alcançada na rede, prejudicando os novos modelos de negócios da música em pleno desenvolvimento, perspectiva importante à criação de ferramentas para a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade musical.
Convocamos a todas as interessadas e todos os interessados a participarem desses debates conosco.
Informações:
http://www.feiramusica.com.br/
http://musicaparabaixar.org.br
Everton Rodrigues – everton@softwarelivre.org
Publicado em 22/07/2009 por Everton Rodrigues

Por Fernando Barros
Mais que um grande saxofonista, Casé (José Ferreira Godinho Filho) tornou-se um mito entre os músicos e os amantes da música instrumental. Nascido em Guaxupé (MG), em 1932, foi encontrado morto em novembro de 1978, num hotel da Boca do Lixo, em São Paulo. O corpo machucado, as paredes do quarto ensanguentadas, cenário de um caso jamais elucidado, ajudaram a reforçar o mistério em torno dos 46 anos de vida de Casé.
Era um músico fora do comum, referência para colegas e críticos – João Donato, Paulo Moura, Dick Farney, Elis Regina, Tim Maia, Roberto Muggiati, Tárik de Souza, entre muitos outros. Tocando jazz ao sax alto, deixava boquiabertos colegas americanos; tocando choro ao clarinete, deixava estonteados aqueles que o imaginavam exclusivamente jazzista.
Nunca, porém, se valeu da sua genialidade para investir em marketing pessoal. Gostava de pescar, era quieto e capaz de trocar propostas tidas como irrecusáveis para integrar-se a orquestras de baile no interior.
Deixou poucas gravações.
Esse perfil fez aumentar dia a dia uma série de histórias fantásticas atribuídas a Casé. Sua trajetória – o menino que, vestindo calça curta tornou-se o primeiro saxofonista da orquestra da Rádio Tupi em 1945; o rapazote que aos 20 anos foi tocar em Bagdá; o mestre para quem não fazia diferença tocar num teatro luxuoso ou num inferninho -, nada disso sensibilizou inicialmente a indústria de livros (ao contrário, o desprezo à fama e à grana manifestado pelo protagonista pareceu irritar alguns reis da cocada).
Foram quatro anos de trabalho independente, 70 entrevistas, personagens maravilhosos de uma geração que, sem tecnologia, fazia excelente música ao vivo.
- Põe na rede – aconselhou um amigo, conhecedor das entranhas do mundo editorial.
Eureca! Foi para o ar
www.saxofonistacase.blogspot.com. Um resultado fabuloso, amplo. Resposta rápida, novas interlocuções, novos horizontes. Músicos jovens em contato com um panorama de vida e profissão por eles desconhecido, reencontro de profissionais da antiga, velhos pés-de-valsa comovidos, um movimentado intercâmbio, uma grande confraternização.
Como, sem internet, seria possível ler uma história enquanto se ouvem solos memoráveis do personagem central? Como o baterista brasileiro radicado na Suécia desde 1964 acabaria se correspondendo com o baixista japonês com quem tocara em São Paulo 47 anos atrás? Como o blogueiro da Espanha, fã do baixista norte-americano Major Holley, acharia finalmente, faixas gravadas no Brasil em 1958 por seu ídolo junto com Casé, o pianista Moacyr Peixoto e o baterista Jimmy Campbell?
Se as grandes gravadoras confessadamente tremem, outros impérios da indústria cultural ainda fingem indiferença diante da mudança de jogo provocada pela digitalização. Enquanto isso, a rede balança.
Publicado em 18/07/2009 por Everton Rodrigues
Após a publicação dessa matéria Zélia Duncan retirou a assinatura do manifesto MPB. Ela alegou que tinha entendido que a proposta era para resolver o problema do donwload.
Zélia Duncan, Léo Jaime e Leoni encabeçam manifesto que defende fã que baixa música
Por Leonardo Lichote (http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/07/17/zelia-duncan-leo-jaime-leoni-encabecam-manifesto-que-defende-fa-que-baixa-musica-756860368.asp)

RIO – O tom é contundente: “Quem baixa música não é pirata, é divulgador!”. Extraída do manifesto Música Para Baixar (MPB), a frase sintetiza o teor do texto que, no ar há uma semana, já arregimentou mais de 800 assinaturas on-line. Entre elas, as de artistas como Zélia Duncan (que reforçou seu apoio com o recado “é fundamental que isso aconteça”, ao lado de seu nome), Léo Jaime, André Abujamra, Ritchie, Roger Moreira (Ultraje a Rigor) e Leoni – um dos idealizadores do manifesto (leia na íntegra) .
- Existe um discurso oficial das gravadoras de que nós, artistas, somos prejudicados pela chamada pirataria digital. Queríamos mostrar que há uma outra forma de se olhar para a situação – explica Leoni. – O fã que baixa divulga nossa música de graça. Um ótimo exemplo é o caso do compositor americano Corey Smith, que põe suas músicas disponíveis de graça em seu site e à venda no iTunes. Ele fez um teste e tirou as canções do seu site. As vendas delas no iTunes caíram. E voltaram a crescer quando ele voltou a disponibilizá-las gratuitamente.
O manifesto nasceu no 1º Fórum Música Para Baixar, realizado no mês passado em Porto Alegre, como parte da programação do Fórum de Software Livre. Entre suas propostas, o movimento MPB defende a isenção de impostos para a música. Quer ainda debater junto ao Ministério da Cultura a flexibilização dos direitos autorais.
- Os direitos autorais nasceram para incentivar os artistas a produzirem sua obra para a sociedade. Hoje, isso se perdeu em distorções – avalia Leoni. – Uma escola pública de Taubaté foi impedida de fazer sua festa junina porque o Ecad cobrou direitos das músicas que seriam executadas. Eles não tinham dinheiro. Mas uma escola particular tem. Nesse caso, os direitos autorais servem para aumentar a distância entre o ensino público e o privado.

Assinado também por artistas novos emergentes como Macaco Bong e Teatro Mágico (outro que está entre os organizadores do documento), o manifesto define o movimento MPB como uma “reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na internet”.
- Estão aparecendo propostas perigosas de cercear a internet, criar uma vigilância sobre os usuários. É certo acabar com a liberdade de troca de informação da rede em nome de um negócio que está acabando? – pergunta o compositor, referindo-se às gravadoras e ao modelo fonográfico tradicional. – E, na internet, todo cuidado é inútil. É melhor eu pôr minhas músicas no meu site que encontrá-las no Lime Wire (site de compartilhamento) atribuída a outros autores, com qualidade baixa ou vírus.
Publicado em 16/07/2009 por Everton Rodrigues
Após realizarmos o 1º fórum do movimento Música Para Baixar, faz-se necessária uma reflexão sobre os avanços, e também um dimensionamento dos desafios que se apresentam a partir do instante em que decidimos nos envolver com outras pessoas para debater e agir na melhoria da cadeia produtiva da música.
Antes de tudo, é preciso referir que mobilizar pessoas que vivem da música é uma tarefa um tanto complexa. Isso porque, historicamente, a indústria cultural, da qual a maioria dos músicos faz parte, desenvolveu uma concepção de que: “quem vive da música não é uma pessoa qualquer”.
A pessoa que vive da música não tem sequer um valor por sua hora de trabalho, como qualquer outra pessoa que trabalhe em qualquer outra área. Dessa forma, a grande maioria que entrou para o ramo da música sonha com fama, muito dinheiro, luxo e que encontrará todas as portas abertas por onde passe.
Claro que ficar rico com a música é possível. Mas é possível para poucos que estão alinhados com as margens de lucro da indústria cultural, organizada majoritariamente pelos monopólios dos veículos de comunicação, pelas gravadoras, editoras e sociedades arrecadadoras. Quem não estiver nesse esquema do jabá está fora, e sua obra não poderá circular. Claro que defendo que as pessoas possam viver muito bem da música, e isso é o mínimo.
Entretanto, toda essa forma com que a indústria cultural vem trabalhando está em profunda crise, reflexo também da crise mundial pela qual passamos. Ou seja, tudo que as pessoas produzem tem um único objetivo: transformar-se em mercadoria para ser vendida, e, em última instância, produzir lucro.
O MPB já nasce em um momento especial, em uma conjuntura interessante. Um ano em que irão acontecer boas “coisas” para a música e de preparação para muitas outras novidades.
O ano de 2009 nos chama à reflexão sobre a música. É o ano de aniversário de 40 anos de Woodstock (aconteceu de 15 a 18 de agosto de 1969), É o ano de aniversário de 10 anos do Fórum Internacional de Software Livre onde nasceu o movimento Música Para Baixar. É o ano da conquista da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (http://www.proconferencia.com.br/). É o ano onde nasce o movimento de articulação em defesa da 1ª Conferência Nacional da Música.
É o ano em que a mãe Jammie Thomas Rasset, de 32 anos e quatro filhos, foi condenada pelo tribunal americano a pagar US$ 1,9 milhão por baixar 24 músicas na Internet. É o ano em que o Parlamento Federal Brasileiro quer punir, com até três anos de prisão, quem baixar música. É o ano de preparação da 2ª Conferência Nacional de Cultura que acontecerá em março de 2010. É o ano de preparação aos 10 anos do Fórum Social Mundial. É o ano da maior crise mundial econômica e da indústria cultural.
Esse é o ano do nascimento do movimento Música Para Baixar (MPB). Sim! Queremos provocar e fazer um trocadilho com a antiga MPB cujo modelo beneficia apenas algumas pessoas, e nós queremos mudar isso.
Em seis meses de vida, o movimento MPB está crescendo muito porque se propõe como espaço não somente para especialistas da música, mas para quem cria, produz e usa todos os gêneros da música. Ou seja, é um movimento amplo e que, por essência, não discrimina nenhum agente da música, e defende conviver como diferentes idéias desde que pretenda realmente construir uma nova relação de trabalho que seja mais justa para todas as partes envolvidas.
Após o encontro em Porto Alegre, lançamos o manifesto do movimento Música Para Baixar, e, em 8 dias, alcançamos mais de 800 assinaturas. Dentro dessas adesões, temos o cantor e compositor Leoni (http://www.leoni.art.br/ e http://musicaliquida.blogspot.com) que é uns dos principais articuladores do movimento. Também outros artistas importantes como Zélia Duncan (www.zeliaduncan.com.br), Ritchie (www.ritchie.com.br), Roger Rocha Moreira da banda Ultraje a rigor (http://www.ultraje.com), Trupe o Teatro Mágico (http://www.oteatromagico.mus.br/novo/), Banda Bataclã FC (www.bataclafc.com.br), Banda Sol na Garganta do Futuro (http://www.solnagargantadofuturo.com.br/), Fernando Rosa (http://www.senhorf.com.br), Banda Coyote Guará (www.coyoteguara.com.br), Nei Lisboa (http://www.neilisboa.com.br/), Moysés Lopes das bandas Camerata Brasileira e Sombrero Luminoso (www.moyseslopes.mus.br), Juca Culatra da banda Juca Culatra e Power Trio (http://www.myspace.com/jucaculatrapowertrio) e Eduardo Ferreira da banda Osviralata e colaborador do OverMundo, Marcelo Branco coordenador da Associação Software Livre.org (www.softwarelivre.org), Ellen Oléria, Cantora e Compositora (http://sapatariadf.wordpress.com/), Kaline Lima, Rapper, Banda Nuvens (http://www.nuvens.net/), GOG, Rapper e Poeta (http://gograpnacional.com.br/), Casarão cultural (http://grioproducoes.blogspot.com/), Pedro Jatobá (Diretor de Ações Culturais do Instituto Intercidadania (http://www.intercidadania.org.br/), Sergio Amadeu da Silveira, sociólogo e ativista do software livre (http://samadeu.blogspot.com/), , Cabeto Rocker – Pas.colato-Músico/Produtor Cultural, Mateus Zimmermann, Jornalista, designer editorial e fotógrafo (www.mateus.jor.br), Sociedade de Usuários da Tecnologia Java – SouJava (http://www.soujava.org.br), Richard Serraria, Compositor, músico, poeta e ativista (http://vilabrasilcodigolivre.blogspot.com/), Pontão de Cultura Digital Ganesha (www.projetoganesha.org.br) e tantas outras bandas e artivistas que estão se articulando no MPB.
Com a idéia de regionalizar, saímos de Porto Alegre com o objetivo de articular debates sobre música para baixar na Feira da Música de Fortaleza (http://www.feiramusica.com.br/), que acontecerá de 19 a 22 de agosto. Além disso, iremos articular debates com esses temas na feira da música que acontecerá entre novembro e dezembro desse ano no RS, e também queremos debater o tema na feira Música Brasil no final do ano. Estamos ainda planejando um seminário nacional do MPB para debater o direito autoral, e diversos outros debates pelo Brasil. Além disso, o MPB está se somando ao movimento pró-conferência nacional da música. Iremos nos articular para participar de todas as etapas da Conferência Nacional de Comunicação e das etapas da conferência nacional de cultura.
Em Cuiabá (MT), artistas locais irão lançar o MPB durante o REMECÂNICA DA PALAVRA, que acontecerá no dia 13 de agosto. No dia 26 de agosto, em Vitória (ES), na Conferencia Regional de Comunicação, o MPB estará representado para o debate produção cultural e comunicação. Nos dias 19 e 20 de setembro, teremos debate em Florianópolis articulado pelo Pontão de cultura Ganesha. Ainda estamos planejando o 1º Festival de Música Para Baixar.
Além disso, estamos firmes em combater “qualquer atitude repressiva de controle da Internet e as ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento”, como está em nosso manifesto.
Muito importante é poder ler no manifesto MPB: “Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música”, e isso é fundamental para o movimento.
Entretanto, sentimos dificuldades de mobilizar as pessoas para os nossos debates, pois entendemos que isso é fruto de uma sociedade hegemonizada pela idéia do espetáculo, onde se cria a consciência de que os artistas são integrantes de uma classe superior com direitos especiais. Diante disso, é possível dizer que o movimento entende que a arte não deve ser tratada como se fosse semente transgênica, passível de ser propriedade de alguns, e que provoca danos ao ambiente planetário.
Estamos ainda no início do processo, e temos muito trabalho pela frente. È como o Leoni defende: “o artista de hoje tem toda a liberdade do mundo, mas, em contrapartida, muito trabalho. Os artistas não podem mais ser crianças mimadas, devem, sim, partir para cuidar dos seus negócios de fato”.
Essa idéia é fundamental e vai de encontro com algo que os artistas ainda não sabem fazer: a autogestão da suas obras. Está aí mais uma questão. É preciso que artistas façam a gestão das suas obras sem trabalhar de forma alienada, onde sempre alguém precisa resolver tudo no processo de gravação, shows e distribuição das suas músicas.
Sim, um outro mundo é possível para todas as pessoas e para quem vive da música também. Para mudar nossa realidade é preciso de protagonismo, de atitudes sem medos. Por isso, é importante agir, seja escrevendo, articulando, cantando, gritando e assinando o manifesto Música Para Baixar. Assine e mobilize outras pessoas para assinar. Acesse aqui e assine: http://musicaparabaixar.org.br/?page_id=9
Publicado em 10/07/2009 por Everton Rodrigues
Que lindo quando podemos ver uma idéia coletiva em crescimento constante. Em 3 dias de existência do manifesto já temos mais de 100 assinaturas.
Leoni, que ajudou a escrever o manifesto não podia ficar de fora. Para verificar o que Leoni anda fazendo acesse: http://www.leoni.art.br/ e http://musicaliquida.blogspot.com .
Zélia Duncan também aderiu ao manifesto MPB e deixou a seguinte frase: “É fundamental que isso aconteça e que possamos trazer e aprender as saídas”. Quem quiser saber mais do que ela vem fazendo acesse: www.zeliaduncan.com.br
E também foi tri legal quando, olhando quem já tinha assinado, achamos Roger Rocha Moreira da banda Ultraje a rigor. Veja o site da banda: http://www.ultraje.com
Vamos em frente. Estamos buscando a adesão de Chico César, Zeca Baleiro e Gilberto Gil. Seria bom não seria?
Para assinar o manifesto acesse: http://www.petitiononline.com/mpb/petition.html
É importante destacar que todas as pessoas interessadas no assunto podem assinar. Não é somente para pessoas que vivem da música mas também para aqueles que desejam melhores condições de trabalho para quem atua na área da música. O assunto é complexo mas exige posicionamento crítico de uma parcela mais ampla de pessoas. Trata-se de um modelo defasado ligado à indústria fonográfica que está sendo revisto e trocado, principalmente, por
práticas colaborativas que propõem divisão mais justa de recursos a um nº mais ampliado de pessoas que vivenciam a cadeia produtiva da música em seus diferentes âmbitos.
Publicado em 08/07/2009 por Everton Rodrigues
http://www.vimeo.com/5503529
25 junho – 17h – Formas de licenciamento, gestão coletiva e proposta de mudança na legislação autoral
Local: Casa dos Bancários – Rua General Câmara, 424 – Centro
Mediador: Mateus Zimmerman – Jornalista
Debatedores:
* José Vaz – Coordenador-Geral de Gestão Coletiva e de Mediação em Direitos Autorais da Diretoria de Direitos Intelectuais
* Ronaldo Lemos – Coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio
* Alvaro Santi – coordenador do Fórum Permanente de Música do RS
* Fernando Anitelli – músico e compositor, é o responsável pela criação do projeto Trupe o Teatro Mágico
* Veja a fala de Michael Tiemann – Presidente da OSI
Publicado em 31/05/2009 por admin

Por Jaqueline Fernandes
No sábado, 30 de maio, fizemos a primeira mobilização do MPB no Distrito Federal, na cidade do Guará. O evento foi chamado por artistas, produtoras, militantes de alguns coletivos e jornalistas na Casa Roxa, sede da Associação Coturno de Vênus e centro de referência e atendimento às mulheres vítimas de violência de todas as ordens.
Contamos com a presença de trinta e cinco mulheres e dois homens. Colocamos as pessoas a par do projeto de lei 84/99 e explicamos a importância do Movimento Música para Baixar, com 100% de adesão d@s presentes. Vários assuntos foram discutidos, como a interpretação de alguns pontos da lei, estratégias para agregar artistas da cidade e informar a sociedade dos riscos caso a lei Azeredo seja aprovada. Dois assuntos foram amplamente debatidos: direitos autorais (e como combater a campanha da grande mídia nesse sentido) e saídas para a circulação da produção cultural independente, seja música, audiovisual, literatura etc. Mais uma vez foi levantada a idéia do movimento se transformar em Mídia para Baixar.
A presença da Sra. Rosana Salles, jornalista, produtora e esposa do Secretário-Adjunto de Cultura, nos trouxe bons encaminhamentos, bem como abertura de diálogo com o GDF, que sinaliza, no primeiro momento, simpatia à nossa luta.
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