Musica para Baixar

Friday, 10 de September de 2010

Em Belém: Diálogo: Como construir uma cena da música livre sustentável?

Publicado em 19/12/2009 por Everton Rodrigues

hpA partir da afirmação, “Um mundo acabou. Viva o mundo novo!” presente no manifesto música para baixar, é que devemos refletir, aprofundar e projetar uma nova cena da música independente no Brasil, que se adapte às novas tecnologias e reúna criadores, produtores e usuários da música, com disposição e atitude para coletivamente construir novos modelos de negócios viáveis e sustentáveis para os tempos em que vivemos.

A música livre que queremos é, também, conhecimento livre. Com isso é preciso equilibrar o acesso sem fins lucrativos e a remuneração justa do autor, garantindo a ele o direito de decidir a veiculação comercial ou não de sua obra.

As ideias que apoiamos necessitam de tempo para se disseminar, e nós, que vivemos de música, não podemos esperar de braços cruzados enquanto a indústria e as leis não se adaptam à nova realidade. Baseados nos preceitos do movimento Música Para Baixar, temos que criar, hoje, uma cena independente. Como o antigo sistema ruiu e não funciona mais para ninguém, sejamos os criadores da nova realidade, os líderes da viagem ao novo mundo, a alternativa real. A tecnologia nos deu as ferramentas necessárias para essa tarefa, que, cada vez menos, necessita de intermediários entre artistas e público. Temos feito isso sozinhos. Agora, vamos fazê-lo juntos.

Vamos reunir ideias de artistas, produtores, consumidores e pensadores para formar novos públicos e oferecer outras formas de criação e consumo de música. Queremos fortalecer uma nova cena que seja economicamente sustentável para se contrapor ao modelo que recebemos.

PARTICIPE!

Data: 21 de dezembro
Local: Ensaio Aberto Loja Ná Figueredo – Gentil Bittencourt, 449
Horário: 18h

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Criar uma cena de música livre? Porque não?

Publicado em 14/12/2009 por Everton Rodrigues

Por Everton Rodrigues: http://www.brasilautogestionario.org/2009/12/14/criar-uma-cena-de-musica-livre-porque-nao/

logo-cdNos últimos tempos, tenho acompanhado de perto alguns debates sobre a música em seus diversos temas. No movimento Música Para Baixar temos discutido sobre produção, consumo, distribuição, circulação, divulgação, e recentemente surge com força o debate da necessidade de criarmos uma nova cena musical independente e sustentável, para qual marcamos um debate para o RJ no dia 17/12 às 16h na UFRJ.

Também é importante salientar que noto reações curiosas e contrárias quando defendemos criar uma cena da música livre no Brasil. Surpreendentemente, no seminário internacional do fórum de cultura digital brasileiro (18 a 21/11/2009), na  plenária do eixo economia da cultura digital, quando apresentamos  a proposta de existir fomento para a música livre através de editais, algumas pessoas que estão pensando a cultura digital, defenderam que não devemos obrigar ninguém a liberar suas músicas. Mesmo assim a proposta apareceu no relatório (http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/11/24/relatorias-das-plenarias-eixo-economia-da-cultura-digital/)

Certamente não devemos obrigar ninguém tomar qualquer atitude em qualquer área que seja, essa não é, e não foi a proposta apresentada. O fato de existir editais para produção e circulação através de festivais ou ações para a execução das músicas em rádios comunitárias não significa que iremos obrigar qualquer autor(a) a liberar suas músicas. Apenas participará dos editais e ações da música livre quem assim desejar, ou se estiver de acordo com a proposta apresentada.

Vale aqui afirmar algo que Leoni afirma: Toda e qualquer tentativa de controle de cópia de conteúdos no mundo digital é perda de tempo. Portanto, para aqueles que ainda pensam em sustentar-se com o velho e caduco modelo, está perdido… Fazer música livre já é e será ainda mais um requisito básico para os modelos de negócios em desenvolvimento.

Quem não liberar suas músicas pelo menos para baixar, estará na contra-mão de todas as tendências do setor.

Por outro lado, se é aceitável que 100% dos editais são para músicas não livres, porque não podemos equilibrar diferentes modelos de negócios e destinarmos pelo menos 50% desses editais financiados com dinheiro público para músicas livres de diferentes gêneros músicas?

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